Noivo - José Luiz Petulante. Natural do Arneiro das Milhariças.
Noiva - Ermelinda da Purificação Ramalheira. Nasceu em 20-11-1898. Natural de Espinheiro, filha de José Ramalheira e de Maria da Purificação. Casaram na Igreja do Arneiro das Milhariças em 29 de Setembro de 1924. Foi celebrante o Padre José Pereira Santos.
Trajo do Noivo - O tecido geral do fato era de fazenda com calça á boca-de-sino e casaco normal. Camisa branca, gravata, chapéu preto normal e sapatos pretos.
Trajo da Noiva - O tecido geral do fato era de fantasia de cor de grão, tecido muito usado na época. O vestido era comprido até aos pés - a blusa lisa de abetuar ao lado, á frente tinha uma flor do mesmo tecido. A saia era comprida do mesmo tecido sem pregas. Levava um laço de lado do mesmo tecido. Levou véu do mesmo tecido do fato.
A festa do Casamento - Noutros tempos a festa dos casamentos, os preparativos duravam oito dias, havia as cozeduras do pão, bolos, fritos, da matanga dos gados quase sempre o carneiro e a cabra.
As Refeições - Os pratos deste casamento, foram confecionados segundo a época e o tradicionalismo. Houve sopa de massa e de canja. Houve cozido a portuguesa com grão, muito usado no Arneiro das Milhariças. No almoço foi servido sopas de fessura e galinha, nas sobremesas houve vinho, azeitonas, bolos de noiva, e arroz doce. A festa durou quatro dias, não faltando os grandes bailaricos. No Arneiro das Milhariças o açafate ia à mesa o que sucedeu neste casamento. Os convidados davam 5 mil reis e 25 tostões eram as ofertas da época.
Os bailaricos - Abrilhantou os festejos o conterrâneo, acordeonista Antonio Vezes, a festa durou quatro dias. Dançou-se o bailarico, Verde Gaio, o Fandango, Moda a dois passos, Passe e cate, Moda da contradança. Segundo a tia Ermelinda Ramalheira nos afirmou, Maria José Rodrigues do Arneiro das Milhariças dançava o Fandango com a garrafa em cima da cabeça. Noivo- Manuel Nunes (CHINE). Natural do Arneiro das Milhariças.
Noiva - Maria dos Anjos Marques. Nasceu no Arneiro das Milhariças em 25 de Janeiro de 1896.
O casamento realizou-se na igreja em 1917 e foi celebrante o Padre José Pereira Santos, Pároco na igreja do Arneiro das Milhariças.
O Noivo Trajou - Com calça, colete e casaco simples em fazenda preta, camisa em paninho branco com gola e levava chapéu preto.
Noiva - O tecido geral do traje foi de fazenda verde-claro, com casaco com um sobreposto em jeito de babete. Saia lisa ate aos pés, levou mantilha preta, de costume nestas cerimónias.
Refeições do casamento - Fez-se couve com feijão branco, no outro dia refugava-se o mesmo, pondo-se umas fatias de pão de milho com azeite.
Bailarico do casamento - O bailarico deste casamento foi feito com um grupo de raparigas a dançarem e a cantarem nos bailaricos, a moda das carreirinhas, o fandango, as valsas de roda, a parodia, o fado, o reinadio e o verde gaio, foram as modas que cantaram e dançaram neste casamento.
Usos do arneiro após os casamentos- Após os casamentos era de tradição no Arneiro das Milhariças os padrinhos irem visitar os noivos passados oito dias do casamento. A Sra Maria Anjos Marques foi visitar os seus afilhados Lorenço Porto de Igreja que casou em 1916. Levou no cesto o seguinte: Trigo, Milho, grão, Feijão, 10 litros de azeite e vinho.